segunda-feira, 27 de abril de 2009

bem - vindos ao meu blog

Ola*
Bem-vindos ao meu blog este blog serve para dar informações sobre o cancro da mama.
Espero que gostem do blog.
Com comprimentos Laura a dona do blog

domingo, 26 de abril de 2009

Diagnóstico

Diagnóstico

Quando se detecta uma massa que possa ser cancerosa, faz-se uma biopsia, quer extraindo algumas células, aspirando-as com uma agulha (biopsia por aspiração), quer obtendo uma pequena porção de tecido (biopsia por incisão), quer ainda extirpando a totalidade da massa (biopsia por exerese). A maioria das mulheres não precisa de ser hospitalizada e, em geral, só é necessária anestesia local.
Se forem detectadas células cancerosas, fazem-se mais testes, porque o tratamento depende das características do cancro. Uma das análises determina se o cancro tem receptores estrogénicos ou de progesterona. É importante conhecer este facto, pois o cancro com receptores estrogénicos cresce mais lentamente do que aquele que não os tem e pode ser eficaz tratá-lo com fármacos que bloqueiem a acção destas hormonas. Este tipo de cancro é mais frequente entre as mulheres pós-menopáusicas do que nas mais jovens.
Um anatomopatologista examina as amostras da biopsia ao microscópio para determinar a capacidade do cancro para se propagar com rapidez. Os cancros constituídos por células mais primitivas (não diferenciadas) ou os que têm um grande número de células a dividirem-se costumam ser mais graves.
Tendo presentes as características do cancro, faz-se um exame exaustivo para determinar se se expandiu até aos gânglios linfáticos, à pele, ao fígado ou a qualquer outra parte do corpo. Se os gânglios linfáticos da axila ou da parte superior da clavícula estiverem ligados entre si ou aderentes à pele, é provável que o tumor não se possa extirpar totalmente por via cirúrgica. É necessário fazer radiografias do tórax em busca de cancro nos pulmões e fazem-se análises ao sangue para avaliar a função hepática e determinar se a doença se propagou. Se o tumor for grande ou os gânglios linfáticos forem maiores que o normal, podem-se fazer radiografias aos ossos de todo o corpo (radiografia óssea seriada). Estes exames também são úteis para os comparar com os que se façam mais tarde, no decurso da doença.

Detenção

Detenção


Como o cancro da mama raramente provoca sintomas nas suas primeiras fases, a sua detecção precoce é muito importante, pois aumenta a probabilidade de o tratamento ter êxito.
O auto-exame sistemático pode permitir que a mulher detecte massas nessa primeira fase. Apesar de ainda não se ter provado que isso reduza o índice de mortalidade por cancro da mama ou que seja tão eficaz no momento de detectar cancro precoce como uma mamografia sistemática, o auto-exame permite a detecção de tumores mais pequenos do que os que um médico ou uma enfermeira são capazes de detectar, porque esta manobra se repete com regularidade e a mulher familiariza-se mais com os seus seios. Além disso, normalmente o prognóstico destes tumores é melhor e o seu tratamento é mais fácil, mediante uma cirurgia conservadora da mama.
O exame mamário faz parte de qualquer exame físico. O médico inspecciona as mamas em busca de irregularidades, concavidades, pele pouco móvel, massas ou secreção. O médico palpa cada mama com a mão aberta e confirma que não existem gânglios linfáticos na axila (a zona que a maioria dos cancros da mama invade primeiro) e também por cima da clavícula. Os gânglios linfáticos normais não se notam ao tacto através da pele, pelo que os que se palpam são considerados maiores que o normal. No entanto, certas afecções não cancerosas também podem provocar um aumento dos gânglios linfáticos.

Mamografia

A mamografia, ou radiografia da mama, consegue detectar o cancro da mama antes de se sentir qualquer caroço à palpação. No procedimento que aqui se apresenta, coloca-se um seio de cada vez sobre uma chapa fotográfica para raio X e utiliza-se uma cobertura plástica para achatar o seio suavemente contra a placa. Tiram-se normalmente duas ou três chapas, de ângulos diferentes.




Questão em relação à mamografia

Pergunta: Uma amiga minha fez uma mamografia que não apresentava sinais de cancro. Todavia, dois anos depois, o médico diagnosticou-lhe um cancro da mama. A mamografia é realmente digna de confiança?
Resposta: A mamografia não prevê o desenvolvimento do cancro, mas detecta com segurança um tumor no seio, desde que tenha atingido um determinado volume, e, frequentemente, antes que possa ser sentido por palpação. Um tumor que cresça rapidamente torna-se assinalável entre duas mamografias.
A descoberta de tumores depende em parte da frequência dos exames.

Tratamento

Processos cirúrgicos


Apresentam-se seguidamente quatro operações para remoção do cancro da mama, mas há diversas variações. A operação aconselhada depende do tamanho e da extensão do tumor, bem como do seu aspecto, quando visto ao microscópio. Para tumores até determinada fase, uma operação de grande amplitude não dá maiores hipóteses de sobrevivência do que uma operação mais conservadora. Na actualidade, recomendam-se mais frequentemente procedimentos do tipo da excisão de tumores, acompanhada de radiação. A doente e o médico devem discutir a reconstrução do seio antes de chegarem a uma decisão sobre o género de operação a fazer.



Excisão de um tumor

Nesta operação, somente se remove o tumor e uma pequena porção de tecido circundante, bem como alguns gânglios linfáticos na axila do lado afectado. Segue-se à excisão a radioterapia e, muitas vezes, a quimioterapia.1. Faz-se uma pequena incisão sobre o tumor.2. Remove-se o tumor e uma pequena porção de tecido adjacente e sutura-se a incisão.3. A cicatriz mal se nota e fica uma pequena depressão no seio.




Mastectomia parcial

Neste caso, remove-se uma parte do tecido do seio que contém o tumor. Tal como no caso anterior, extraem-se alguns gânglios linfáticos da axila, ao que se seguirão, provavelmente, algumas sessões da radioterapia. 1. Fazem-se as incisões necessárias à remoção do tecido do seio e, bem assim, dos gânglios linfáticos da axila.2. Remove-se o tumor e uma porção de pele e tecido adjacente. Sutura-se a incisão.3. A cicatriz resultante é bem visível, o seio fica por norma mais pequeno do que anteriormente e com uma depressão.



Mastectomia subcutânea


Nesta operação, remove-se todo o tecido interno do seio, mas deixa-se o mamilo e tanta pele quanto possível. Insere-se então um implante de silicone. Examinam-se minuciosamente os gânglios linfáticos das axilas, podendo extrair-se alguns deles para biopsia. Em alternativa, remove-se também pele e mamilo - o que se designa por mas tecto mia simples. O seio será reconstruído mais tarde. 1. Faz-se a incisão amiúde sob o seio.2. Remove-se o tumor e todo ou quase todo o tecido do seio.3. Insere-se no interior do seio um implante de silicone, tendo em vista restaurar a aparência. 4. Sutura-se a incisão. A cicatriz resultante situa-se comummente sob o seio.



Mastectomia radical modificada

Remove-se todo o seio e todos os gânglios linfáticos da axila num único bloco de tecido, se possível, deixando-se ficar os músculos do peito no seu lugar. O seio pode reconstruir-se mais tarde. Raras vezes se removem os músculos do peito.
1. Faz-se uma grande incisão elíptica, que acompanha todo o seio e se estende até à axila. Corta-se todo o tecido do seio até aos músculos do peito, em conjunto com os gânglios linfáticos axilares. Sutura-se então a incisão.2. Fica uma grande cicatriz através do peito.3. Pode fazer-se a reconstrução mais tarde, recorrendo a uma porção de pele e gordura subjacente de uma localização próxima do peito, e procedendo à encorporação de um implante de silicone, com reconstrução do mamilo.

Cancro Da Mama

O cancro da mama é o tipo de cancro mais comum entre
as mulheres (não considerando o cancro da pele), e corresponde à segunda causa de morte por cancro, na mulher.
Em Portugal, anualmente são detectados cerca de 4500 novos casos de cancro da mama, e 1500 mulheres morrem com esta doença.
O cancro da mama é uma das doenças com maior impacto na nossa sociedade, não só por ser muito frequente, e associado a uma imagem de grande gravidade, mas também porque agride um órgão cheio de simbolismo, na maternidade e na feminilidade.
Neste capítulo, poderá encontrar informação importante sobre o cancro da mama. Serão abordadas as causas possíveis, o rastreio, sintomas, diagnóstico, tratamento, e recuperação. Contém, ainda, informação para ajudar as mulheres com cancro da mama a lidarem com a doença.



Sintomas
Ninguém se lembraria de afirmar que o cancro é sempre evitável. Po­dem, no entanto, reduzir-se os riscos. O cancro aparece em uma pessoa em cada quatro. Por esta razão, é importante que todos nós sejamos conhecedores dos mais precoces sinais da doença, de modo a levar a determinar e iniciar o tratamento antes que haja danos extensos ou antes de o cancro ter progredido até uma fase tal que se tenha tomado inoperável ou não tratável.
Os sete sinais principais de aviso do cancro são:
-Inflamação que não passa
-Tosse ou rouquidão persistente
-Má digestão ou dificuldade ou dores ao engolir
-Espessamento ou protuberância no seio ou noutra localização
-Alteração visível em sinal ou verruga
-Alteração nos hábitos intestinais ou urinários
-Hemorragia ou descarga não usual
Quando um cancro se desenvolve, começa no organismo uma mudança contínua. To­dos nós deveríamos ter consciência das manifestações de tal mudança. Esta secção alerta-nos para os sintomas de aviso e indi­ca e descreve os métodos a que se pode re­correr para um auto-exame, de modo a au­mentar as hipóteses de uma detecção do cancro precoce.
Quais os sintomas do cancro?
Muitos cancros assinalam a sua presença numa fase precoce, quando a cura completa é ainda possível. Todavia, nem sempre é fá­cil reconhecer os primeiros sintomas de um cancro, pois por vezes são vagos. Por exem­plo, sentir-se mal com o tempo que faz ou sentir-se uma febre ligeira durante um dia é coisa que não deverá alarmar ninguém, no entanto devem levar-se a sério tais sintomas, caso persistam.
Para realizar um auto-exame ao seio, deverá palpar o mesmo em busca de algum caroço ou zona mais dura/áspera. Se ao analisar sentir um caroço deverá consultar o seu médico imediatamente, qualquer caroço no seio deverá ser observado por um médico, para assim eliminar a hipótese de cancro, mesmo que sejam mais prováveis outras causas não malignas, como um tumor benigno ou um quisto.
Depois de lhe examinar os seios, o médico, caso se convença que há causa para cuidado, mandá-la-á fazer uma mamografia e uma biopsia.